sexta-feira, 19 de outubro de 2012

MODO SUJO DA DIREITA AGIR


Justiça tira do ar blog tucano imitando site de Haddad

Liminar determinou que Google eliminasse blog que ataca Haddad se fazendo passar por site oficial

As baixarias contra o candidato petista a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), se multiplicam pela internet. Um dos exemplos é o blog que imita todo o projeto gráfico do site oficial de Haddad, um esforço trabalhoso e sofisticado demais para ser feito por amadores. O blog propostashaddad13.blogspot.com.br foi denunciado por se propor a ser um site de propostas da campanha petista, no entanto, o site apresentava mentiras e ataques ofensivos ao candidato.
O blog ganhou projeção com a divulgação feita em primeira mão por João Guariba, assessor do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Algumas das propostas que aparecem no blog foram ironias feitas pelo próprio senador, durante o lançamento do programa de governo de José Serra, na última segunda-feira (15).
Confundindo o eleitor
Caso se confirme a autoria por Guariba, sua situação é irregular porque ele teria que se licenciar do Senado para fazer parte da campanha de Serra. A página também é ilegal porque deturpa a campanha de Haddad e se apropria da identidade visual do candidato para confundir o eleitorado.
Os textos apresentam números sem oferecer fontes e raciocínios sem lógica. Em uma das “propostas”, afirma-se que Haddad vai criar 50 escolas de lata, medida que não tem correspondência no programa de governo do candidato. “Esta é até óbvia. Haddad foi um Ministro da Educação que só meteu os pés pelas mãos. E como o PT tem, historicamente, uma queda por escolas construídas de forma porca, pode ter certeza de que essa praga vai voltar. Se você quer seus filhos estudando um verdadeiros fornos, sem conforto, sem estrutura, é só votar no Haddad”. Em outro texto, o autor diz que o governo federal “deve mais de mil creches”. A conclusão é que um político que não cria creches vai acabar com o Ensino Técnico em São Paulo.
Decisão judicial
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Henrique Harris Júnior, concedeu liminar ao pedido feito pelo candidato Fernando Haddad (coligação Para Mudar e Renovar São Paulo) determinando que a Google Brasil Internet Ltda. providencie a imediata retirada do ar de um blog que aparenta pertencer ao candidato. A decisão determina ainda que a empresa forneça o identificador do responsável pelo blog, bem como o provedor. O descumprimento da decisão acarreta multa diária de R$ 5 mil à companhia.
Harris Júnior afirma, em sua sentença, que, na análise preliminar da causa, verifica-se referência negativa à candidatura de Haddad por meio de supostas propostas de governo atribuídas a ele. Segundo o juiz, as mensagens são “passíveis de enquadramento, em tese, como ofensivas e sabidamente inverídicas, inclusive com o emprego de imitação das fontes, cores e símbolos utilizados na sua campanha”.
A Google tinha 48 horas para apresentar defesa, mas preferiu retirar o blog do ar, deixando no lugar o seguinte texto: “O blog foi removido. Desculpe, o blog em propostashaddad13.blogspot.com foi removido. Esse endereço não está disponível para novos blogs”.
Cabia recurso mas a campanha adversária não quer assumir o blog como seu, embora tenha usufruído de seu efeito no período em que esteve aberto.

sábado, 13 de outubro de 2012

O QUE SERRA FEZ, CONCRETAMENTE, POR SÃO PAULO?


Serra, atrás das pesquisas, é capaz de qualquer coisa. Ele já está nos livros de história como protagonista do espetacular atentado da bolinha de papel. Em seu arrastão do vale-tudo, Serra conseguiu o apoio na marotagem cínica de sua mulher, Monica. 

Quem não se lembra de Monica dizendo a eleitores simples que Dilma era a favor de matar criancinhas? Monica fez aborto na vida, soube-se depois, mas ela fingiu que defender o aborto era defender a morte de criancinhas.

Sabemos todos no que deram todos os truques sujos.

Agora Serra, que como era de esperar está vários pontos abaixo de Haddad por causa de seu enorme índice de rejeição, volta ao jogo baixo. Associa Haddad a um Dirceu demonizado de uma forma absurda, despropositada e obtusa.

A quem Serra espera que vai convencer com isso? Só se comoverão com seu desvario aqueles que jamais votariam em Haddad ou em qualquer pessoa ligada a Lula ou ao PT. Converter convertidos é uma das maiores asneiras que você pode cometer: se cansa sem resultado nenhum. Aos demais, a desonestidade intelectual afugenta em vez de conquistar.

Serra deveria mostrar o que fez por São Paulo quando governador e prefeito. Não é um homem preparadíssimo?
Façamos o abc dos dramas urbanos paulistanos.

a) A quantidade inaceitável de favelas e favelados;
b) A vulnerabilidade patética da cidade a chuvas fortes;
c) O trânsito caótico, fruto de um transporte público cheio de falhas.


O que Serra fez, concretamente, para melhorar – não estamos falando eliminar — tudo aquilo? A resposta esta em algum ponto entre o nada e o abaixo do esperado.Na falta de realizações, e também de argumentos, Serra se desconecta dos limites da ética e do pudor.

O que impressiona, sendo ele presumivelmente um homem brilhante, é Serra não perceber que o tipo de comportamento em que se especializou nas últimas campanhas apenas aumenta o exército dos que o rejeitam.

Em sua cavalgada insana, Serra tem tudo para se tornar o homem mais amplamente detestado da história política nacional.

FONTE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=13039

domingo, 7 de outubro de 2012

A EXCLUSÃO SOCIAL EM SÃO PAULO

DESPEJADAS DE OCUPAÇÃO, FAMÍLIAS VIVEM HÁ 35 DIAS AO RELENTO NO CENTRO DE SÃO PAULO.
Grupo acampado em condições precárias na praça do Correio vive junto há quatro anos, desde reintegração violenta promovida pela Polícia Militar, e continua à espera de solução definitiva.

O tempo seco tem incomodado a maioria dos paulistanos que esperam a chuva com grande expectativa. Mas para as 97 famílias acampadas na praça do Correio, no centro da cidade e a menos de meio quilômetro da sede da prefeitura, é melhor que não caia nenhuma gota. Desde que foram despejadas de um prédio na avenida Ipiranga, em 28 de agosto, as famílias vivem em moradias improvisadas, feitas de lona e madeira. Elas, com mais precisão do que qualquer instituto de pesquisas meteorológicas, sabem que desde que estão morando lá, há 35 dias, choveu apenas duas vezes, o que foi suficiente para destruir alguns barracos e inutilizar colchões e cobertores.

O prédio em que viviam, abandonado há 9 anos, antes de ser ocupado estava entre os prédios que a própria administração de Gilberto Kassab (PSD) havia decretado de interesse social (DIS) em 2010. A ordem de reintegração de posse indicava que as famílias deveriam ser "alojadas em abrigos provisórios”. A prefeitura ofereceu vagas em albergues. A opção foi rechaçada, já que nesses locais homens e mulheres da mesma família não podem ficar juntos.“No albergue você só pode ir para dormir a noite. Durante o dia você fica na rua. Na rua nós já estamos. E vamos ficar aqui até que eles resolvam nossa situação”, diz Luzia Pinto, de 70 anos, uma das coordenadoras do acampamento. “Eu era casada, aí meu marido morreu. Ou eu comia ou pagava aluguel. Imagina quem tem filho pequeno”, conta Luzia, que trabalhava como recepcionista até se aposentar por invalidez, depois de um acidente. Hoje ela recebe um salário mínimo, o equivalente a R$ 622.

O grupo está junto há pelo menos quatro anos. Antes de ocuparem o prédio na avenida Ipiranga, viveram sete meses na ocupação Alto Alegre, em um terreno no bairro de mesmo nome na zona leste. Saíram de lá depois de serem surpreendidas durante a madrugada por uma reintegração de posse promovida pela Tropa de Choque da Polícia Militar. O proprietário do terreno à época era processado por dano ambiental, e devia aos cofres públicos cerca de R$ 2 milhões. Ao serem despejadas, as famílias receberam a promessa de que 600 unidades habitacionais seriam construídas no local e que elas poderiam voltar. Mas isso nunca ocorreu. Depois de três meses, a verba emergencial dada a elas foi cortada. O grupo chegou a acampar diante da Câmara Municipal e no viaduto do Chá, ao lado da sede da administração municipal. Desamparados, ocuparam o prédio. Dessa vez, nenhum auxílio financeiro foi oferecido.

Segundo o Observatório de Remoções da Universidade de São Paulo, lançado na última semana, pelo menos 7.666 famílias já foram removidas na cidade nós últimos anos e milhares que vivem em 486 favelas correm o mesmo risco em função de grandes intervenções urbanísticas promovidas pelos governos estadual e municipal e por empresas privadas na cidade.

Trabalhadores
No acampamento, uma cozinha improvisada foi montada. Doações, restos colhidos no Mercado Municipal e compras feitas em esquema de rateio são guardadas a chave. Maria da Glória, de 72 anos, é a responsável pelo preparo das refeições. Também com o grupo desde a remoção no Alto Alegre, ela conta que o jantar é a refeição mais disputada, já que na hora do almoço a maioria dos sem-teto está no trabalho.

“A maioria das pessoas que passam aqui acha que nós somos mendigos. Mas aqui a maioria é trabalhador”, explica Carina dos Reis Araújo, de 27 anos, acampada com a filha de 10 anos e o marido.

Os dois adultos fazem 'bicos'. Ela de noite, como recepcionista, e seu marido como motorista. “A gente não quer nada de graça. Queremos algo que a gente possa pagar”, conta enquanto se prepara para o trabalho.

De fato, durante a visita da RBA ao acampamento apenas algumas mulheres e crianças estavam presentes, mas o mar de colchões espalhados pelo chão não deixa dúvida da quantidade de gente que vive no local e das condições precárias da moradia improvisada. “No calor é um forno, no inverno um gelo”, descreve Carina.

Para usar o banheiro, os sem-teto contam com a solidariedade de um bar que funciona de segunda a sábado. “Aos domingos é um sufoco. Banho a gente toma em um prédio da avenida São João”, conta Luzia. O prédio a que se refere é a ocupação São João, cuja ordem de reintegração de posse já foi expedida e só não foi executada porque o proprietário do imóvel não garantiu os meios para que os ocupantes retirassem seus pertences de lá.

Depois do despejo, o edifício que abrigava em condições razoáveis as famílias na avenida Ipiranga voltou a ser fechado e não cumpre nenhuma função social, como determina a Constituição. Os ex-ocupantes desconfiam que o prédio foi comprado pela própria prefeitura, mas não há informação oficial a respeito. Assim como não se sabe quantos e quais dos prédios que constavam no DIS foram de fato desapropriados. “A terra era para ser para as pessoas, não para os ratos e cobras como era no Alto Alegre antes da gente ocupar lá. Não para ficar fechado como o prédio da Ipiranga que está lá enquanto a gente está nessa situação”, desabafa Luzia. Que parece ser a única que não se importa com o prenúncio de chuva. “A gente já acostumou. Vai ser só um banho a mais”.

sábado, 6 de outubro de 2012

FICHA SUJA - FIQUE DE OLHO NESSA TURMA!


Ficha Limpa ameaça mais de mil candidatos


Novo levantamento exclusivo traz os candidatos que tiveram o registro negado em 22 estados do país. Entram na lista Rio, Alagoas, Acre e os candidatos a vereador de São Paulo

Cerca de 1.200 candidatos inscritos para disputar as eleições do próximo domingo (7) estão sob a ameaça da Lei da Ficha Limpa. É o que mostra levantamento atualizado do Congresso em Foco, feito com base em dados dos tribunais regionais eleitorais (TREs) e das procuradorias regionais eleitorais.
A nova lista, publicada com exclusividade pelosite, acrescenta cerca de 300 nomes à relação divulgada na última terça-feira (2), que reunia mais de 900 candidatos. O novo levantamento inclui informações de três estados que não constavam da lista anterior: Rio de Janeiro, Alagoas e Acre. Além disso, foram incluídos candidatos a vereador do estado de São Paulo, que estavam fora da lista do TRE paulista. Esses nomes foram relacionados pelo Ministério Público Eleitoral.
Mesmo inicialmente barrados, esses candidatos, em sua maioria, podem continuar fazendo campanha e ser votados porque estão recorrendo da decisão desfavorável. Nesses casos, os votos que eles receberem dos eleitores serão considerados nulos até o julgamento do recurso, e só serão contabilizados se o candidato tiver sucesso na apelação à Justiça. Se isso não ocorrer, ou seja, se o recurso não for aceito, mesmo que tenha votos suficientes para se eleger, ele não poderá tomar posse.
Veja a nova lista de barrados com base na Ficha Limpa:
Eleição às cegas
Os TREs de seis estados não prestaram os esclarecimentos solicitados pela reportagem, deixando assim de divulgar a relação dos candidatos a vereador, prefeito e vice que tiveram o registro negado por não se enquadrarem nas exigências feitas pela Lei da Ficha Limpa. No Rio de Janeiro e em Alagoas, os dados foram repassados pela Procuradoria Regional Eleitoral. Nenhuma informação foi possível de obter oficialmente em relação a Goiás, Paraná, Piauí e Rio Grande do Norte.
Na maioria dos casos listados pelo Congresso em Foco, cabe recurso, principalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também ao Supremo Tribunal Federal (STF). As listas podem ser alteradas a qualquer momento devido à batalha judicial entre os candidatos e o Ministério Público Eleitoral. Guerra de liminares, medidas cautelares, embargos e outros instrumentos judiciais são fartamente utilizados nas mais diversas esferas da Justiça às vésperas da eleição. É possível que alguns candidatos tenham obtido uma decisão favorável em tribunais superiores e isso não tenha sido informado aos TREs e ao Ministério Público a tempo.
Mais rigor
Esta é a primeira eleição em que a Lei da Ficha Limpa está em vigor para valer. Originária de um projeto de lei de iniciativa popular, que chegou ao Congresso com mais de 1,5 milhão de assinaturas, a norma foi sancionada em junho de 2010. Mas sua validade acabou derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para as eleições daquele ano.
A lei impede o registro na Justiça Eleitoral de candidaturas de quem já foi condenado por mais de um magistrado por crimes graves. Antes dela, só era impedido de concorrer quem tivesse condenação em última instância, sem possibilidade alguma de recurso. Entre os crimes abrangidos pela Lei da Ficha Limpa estão os aqueles contra o patrimônio público, abuso de autoridade e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. Nesses casos, por exemplo, o cidadão ficará inelegível por oito anos após o cumprimento da punição pelo crime.
O grande debate nacional sobre a necessidade de se exigir “ficha limpa” dos candidatos a cargos eletivos surgiu depois que se tornaram públicas as listas de políticos acusados criminalmente. O Congresso em Foco foi o primeiro veículo da imprensa brasileira a publicar uma lista do gênero, em março de 2004, um mês após o lançamento deste site. No caso, apresentando as denúncias criminais em andamento no STF contra os parlamentares federais, tema que é objeto de acompanhamento permanente da nossa redação. O último levantamento de parlamentares processados apontou, por sinal, um número recorde de deputados e senadores réus em ações ou inquéritos criminais em tramitação no Supremo.
Muitos partidos decidiram impedir o lançamento de candidatos não enquadrados nos parâmetros da Lei da Ficha Limpa, o que tirou da disputa eleitoral deste ano um número difícil de calcular, mas que certamente está na casa das milhares de pessoas.
FONTE:


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CLASSE ARTÍSTICA REPUDIA GESTÕES SERRA/KASSAB


Intelectuais e artistas consideram Haddad capaz de desenvolver políticas de ocupação dos espaços públicos pelos cidadãos e pelo movimento cultural (Foto: Paulo Pinto)


Ao apoiar Haddad, artistas de São Paulo declaram repúdio à gestão Serra/Kassab

Classe artística e intelectual critica a exclusão da cultura nos espaços públicos; tratamento da mídia ao julgamento do mensalão e a coincidência de ocorrer às vésperas da eleição preocupam segmento

As classes artísticas da capital paulista manifestaram total repúdio à administração José Serra (PSDB)-Gilberto Kassab (PSD) por conta da exclusão da cultura nos espaços públicos da cidade. Também criticaram "a falta de diálogo, a mercantilização do setor e a interrupção do incentivo ao protagonismo do movimento cultural da periferia". O tratamento da mídia tradicional para o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como mensalão, e a "coincidência" de o processo ocorrer às vésperas das eleições minoritárias também causam revolta na classe.
Na noite de ontem (2), artistas e intelectuais reuniram-se na capital para declarar apoio ao candidato petista à prefeitura, Fernando Haddad, considerado por eles o único compromissado com o desenvolvimento de políticas de ocupação dos espaços públicos pelos cidadãos e pelo movimento cultural. Juristas, comunicadores, educadores, arquitetos, urbanistas, filósofos e representantes do movimento de luta pelos direitos humanos também participaram do ato, nos moldes do que foi realizado em 2010 em apoio a Dilma Rousseff, então candidata à Presidência da República. 
O presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e secretário da Questão da Mídia do PCdoB, Altamiro Borges, afirmou que na reta final do primeiro turno das eleições a blogosfera deve se unir às atividades de rua da campanha para levar Haddad à prefeitura. “Enfrentamos uma ‘coincidência’ esta semana, que é o fato de a grande mídia só falar no julgamento do ‘mensalão’. A blogosfera deve dar sua contribuição juntando as ruas e as redes nesta campanha.”
A socióloga e professora Maria Victória Benevides e o jurista Márcio Thomaz Bastos questionaram o julgamento do mensalão neste momento – Bastos é advogado de alguns dos réus. Ela afirmou que há "sinais de manipulação" no julgamento e também um viés político, e não jurídico. "Considero que é um julgamento político e não jurídico", disse a socióloga.
Para o ator Sérgio Mamberti, Haddad é o candidato da cultura, das mudanças e das forças progressistas. Já o escritor Fernando Morais disse que a prefeitura tem dispensado à cultura um papel subalterno. Ele comentou que, ao responder a uma pesquisa eleitoral há poucos dias, foi questionado sobre o motivo de não votar no (Celso) Russomanno. "Respondi que não o conhecia." Então, perguntaram por que não votar em Serra. "Eu disse que era porque o conhecia muito bem.”
Para o professor e economista Paul Singer, secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, a atuação do governo federal no combate à miséria durante os dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o da presidenta Dilma Rousseff é uma das melhores coisas já feitas no Brasil. Ele considera que por ter integrado esses governos Haddad conseguirá implementar o combate à pobreza com força em São Paulo.
A arquiteta e urbanista Ermínia Maricato disse que "está acontecendo uma tragédia na cidade". "Especulação imobiliária, queimadas... É urgente fazer algo. Cada metro quadrado é disputado e os pobres são expulsos. Nós temos conhecimento em urbanismo, nós temos condições de mudar a cidade”, defendeu.
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, apelou à militância para integrar a reta final da campanha. “Faltam apenas cinco dias para as eleições e quem for para o segundo turno vai ganhar do Russomanno. Vocês têm poder e devem usar esse poder.”
A união dos movimentos sociais e técnicos de diversas áreas em torno do projeto de governo proposto por Haddad foi defendida pela candidata a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB). “Precisamos de todo esse apoio e essa energia não apenas para ganhar as eleições, mas para nos ajudar a governar.”
Para Haddad, no momento em que o Brasil passou a ser reconhecido mundialmente por seus projetos e políticas públicas de inclusão, “São Paulo se apagou” e perdeu a chance de também se tornar vitrine. Ele destacou o trabalho de construção do projeto de governo e disse que suas propostas refletem a “São Paulo que queremos, merecemos e precisamos”. 
Com informações do Vermelho